segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Ai farrusco...



Vai para quatro anos que escrevo para ti.... sobre nós.

Ainda por aqui andámos ao Deus-dará, afinal sempre foi assim, a gosto e desgosto, na nostalgia de não estar perto, mói!
Quando apareço, não me largas e contigo falo quando me acompanhas por vales e montes, que gostas,eu sei.
Amigo, vamos fazer um versito de camaradagem, os dois?
" Eu tenho um amigo
De há tanto tempo
Que digo comigo
Que o tempo não apaga
Venha chuva ou vento
Rajadas do tempo
O que nos agarra

Sempre fui fiel
A quem me cuidou
A tal agradeço
Aquilo que eu sou
Ser um nobre cão
Senão porque não
Aqui estaria
Por ter o meu mestre
Nesta nostalgia

Vai amigo, bem-hajas e bebe um copo por mim...

domingo, 12 de março de 2017

Escritor de sonhos...

Sabes  amigo, estou aqui meio tolo, atordoado a escrever para ninguém,  que a noite se vá vai adiantada. Tomara que passe depressa ,não achas?
Claro que não queres acordar dos sonhos, nossos devaneios e aventuras, mas tu estás velho, tal  como eu.  Corremos um caminho pequeno mas bonito, sempre juntos.


Talvez um dia gente volte, coisa difícil.
Cortaram os políticos a coisa melhor das nossas lembranças, a casa dos nossos avós e aquilo ali semeado. Vale a pena?
Vamos partir, Farrusco e deixamos:

Ouvia, amedrontado varios anos atras pelo que deles contavam, uns assassinos, mas nunca em tais vislumbrei lagrimas. Era por norma escuro e se tais tinham, tais guardavam. Porventura no momento em que os nossos  se acomodavam em suas casas, depois de recolhido e ordenhado o rebanho. Porventura fraco, melhor, mais remediado que o deles que os rebanhos eram escassos e cada vez mais mal nutridos.
Afinal e por tal, a coisa estava equilibrada, se a presatais tinham, tais guardavam. Porventura no momento em que os nossos  se acomoda rareava, o predador ia morrendo de fome...   
ordenhado o rebanho. Porventura fraco, melhor, mais remediado que o deles que os rebanhos eram escassos e cada vez mais mal nutridos.
Afinal e por tal, a coisa estava equilibrada, se a presa rareava, o predador ia morrendo de fome...   

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

HIBERNAR O TEMPO

Por aqui andamos no tempo do pouco tempo
Ajeitados no vento
De memórias  do nada
Fantasias...
Saborosas.

Descendentes de um escritor louco

Por entre misteriosas ruínas


De tantas aventuras e devaneios
Agora mostro o teu rosto


Vamos brincar, diz o Farrusco...

Raio do frio que aperta e nos deixa, assim
Quentes e dormentes
Raio da saudade de andar por aí, de leve pé
Descalço
Murmúrios da noite
Em sobressalto
Mitigado nas noites frias
Por ma fogueira
Indigente
Que aquecia a gente
E nos transportava
Por aí...
Quiçá, a gente acorde deste sono
Sem a vida ficar ao abandono.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

ACOMODAR O INVERNO.

Pouco ia restando do estio, não fossem umas varas secas de vides e caruma amontoada nos pinhais, para o estrume. Sobrava um ou outro míscaro bichoso, encontrado por quase desleixo pelas gentes da azeitona. Isso quando no pinhal  e nas veredas dos lameiros batia o sol e este vencia a geada.


O tempo ia arrecadando os seus sortilégios para os meses de carestia pronunciados, fossem eles bons ou maus...as luas tal ditariam, conforme mandava o povo, melhor, a sua sabedoria.
Certo é que como no Natal, um vem atrás do outro.






terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O calor de Natal...

Lindos os amigos do Farrusco, companheiro adorado por mim, e pelos seus iguais.

Por esta altura natalícia, resolveram que devia ser presenteado pelos pares, afinal e quase no fim da vida, tem sido um exemplo de luta e coragem para com os que se seguem...

Por tal aqui trouxe os seus amigos...para ele. A minha prenda:





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Boas festas para vós...


Como era , como era a ansiedade de receber o postal de boas festas, num pregão cantarolado e de modo quase brejeiro pela mulher do correio...
Vinham de terras distantes, mas tão bonitos e  coloridos que nos faziam viajar para terras distantes.


Permite o tempo que ainda a gente vá recordando.
Malvado, este novo tempo que vai moendo sentimentos, como que se a nostalgia do passado, fosse inócua e residual.
Que o tempo não apague o tempo e os seus sortilégios e anseios
Que não apague o amor!